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IA generativa: como preparar para esta realidade

IA generativa: como preparar para esta realidade

Dados da Baker McKenzie de 2022 demonstram que os líderes de estão ainda a subestimar os riscos que a inteligência artificial pode trazer às suas organizações. Questões éticas e legais são as que continuam a levantar mais preocupações

A pandemia da Covid-19 é cada vez mais uma realidade do passado, mas as suas consequências fazem-se ainda sentir em muitos aspetos, nomeadamente na escassez de talento face às necessidades das empresas.

O potencial da inteligência artificial generativa só agora começou a ser explorado mais a fundo pelas organizações. Ferramentas como o ChatGPT estão a entrar na vida das empresas e a “invadir” o dia a dia de milhões de trabalhadores pelo mundo fora. Apesar dos benefícios, as empresas precisam mais do que nunca de desenvolver e implementar uma visão estratégica.

De acordo com uma investigação realizada na América do Norte, em 2022, pela Baker McKenzie sobre inteligência artificial, os líderes de negócios poderão estar ainda a subestimar os riscos que a IA pode trazer às suas organizações.

Estes dados deixam a descoberto uma realidade: muitas empresas não estão preparadas para os efeitos da inteligência artificial, com falhas ao nível dos conhecimentos e de como gerir os riscos que poderão estar implícitos. 

Desta forma, a aplicação e implementação da IA deve ocorrer de forma ética e eficaz de forma a corresponder às expectativas e contribuir para a transformação.

Olhar com atenção para a IA generativa

Este é um dos pontos quentes: a inteligência artificial continua a levantar questões ao nível legal e ético, especialmente no local de trabalho e em departamentos como os recursos humanos.

Os princípios como o governance, a responsabilidade e a transparência assumem aqui um papel fundamental. Na origem da má implementação da IA podem estar casos de violação da privacidade e resultados tendenciosos e discriminatórios, assim como questões sobre a propriedade intelectual.

As equipas que recorrerem a este tipo de ferramentas de IA generativas poderão estar a pôr em risco dados confidenciais e comerciais, uma vez que estas próprias informações serão recolhidas por organizações fornecedoras de tecnologia.

As organizações devem procurar estar um passo à frente da inteligência artificial generativa, com novas abordagens que estejam assentes em bom governance e o envolvimento das várias equipas no processo de tomada de decisões.

54% dos inquiridos nesta investigação afirmaram que o departamento de recursos humanos está envolvido na tomada de decisão sobre ferramentas de AI, mas apenas 36% dos inquiridos revela que tem um Chief AI Officer na empresa, um cargo crítico para garantir a governance e a supervisão destas ferramentas junto das equipas.

As organizações devem preparar igualmente uma estrutura interna de governance que tenha em conta os riscos que a empresa enfrenta nos mais variados casos. Esta preparação vai permitir que a empresa faça os ajustes necessários depois de os problemas serem identificados. 

As empresas responsáveis por implementar IA devem garantir que os processos em andamento oferecem uma visão clara do conjunto de dados que estão a uso.

O que esperar?

A gestão dos riscos relacionados com a inteligência artificial deverá depender, entre outros fatores, das partes interessadas nos setores jurídico, regulatório e privado, que permitam avançar na legislação e na orientação das oportunidades e riscos que a IA generativa representa para as organizações.

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