Num contexto de maior pressão regulamentar na Europa, a Wireless Logic defende uma abordagem “security by design”, assente em identidade forte, encriptação, monitorização contínua e conectividade resiliente
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A Internet das Coisas (IoT) tornou-se uma infraestrutura essencial para setores como a indústria, energia, saúde, mobilidade e transportes. À medida que aumenta o número de dispositivos conectados em operações críticas, cresce também a superfície de ataque e a necessidade de proteger cada identidade, ligação e fluxo de dados. Para a Wireless Logic, a cibersegurança deve, por isso, ser integrada desde a conceção das soluções e acompanhada ao longo de todo o ciclo de vida dos dispositivos. O Cyber Resilience Act (CRA) e a diretiva NIS2 reforçam as exigências europeias em matéria de gestão de riscos, vulnerabilidades, incidentes e continuidade das operações. A partir de 11 de setembro de 2026, entram em aplicação as obrigações de reporte do CRA relativas a vulnerabilidades ativamente exploradas e incidentes graves, tornando ainda mais relevante uma abordagem de segurança que abranja todo o ecossistema IoT, desde o dispositivo e a rede até às plataformas cloud e fornecedores. “A segurança em IoT não começa quando surge uma ameaça, começa no momento em que se define a arquitetura do dispositivo e a forma como este se liga à rede. Cada equipamento precisa de uma identidade única e protegida, comunicações encriptadas e capacidade para ser monitorizado e atualizado remotamente. Nas operações de missão crítica, a conectividade segura é um requisito de continuidade operacional”, afirma Afonso Freitas, Business Development Principal Manager Iberia da Wireless Logic. Entre as medidas prioritárias estão o cumprimento das normas SIM da GSMA e a autenticação dos dispositivos, complementados pela utilização de redes privadas, APNs dedicados, endereçamento IP privado e túneis VPN IPsec. A monitorização contínua do tráfego e a deteção de anomalias através de IA permite identificar comportamentos anómalos e desencadear respostas como a limitação de tráfego, o bloqueio ou o isolamento remoto de dispositivos comprometidos, enquanto as atualizações de firmware over-the-air permitem corrigir vulnerabilidades sem intervenção física. A resiliência deve também acompanhar a evolução das redes móveis. O encerramento gradual das redes 2G e 3G exige que as empresas identifiquem antecipadamente os equipamentos dependentes destas tecnologias e planeiem a migração para alternativas como LTE Cat-1 bis, LTE-M, NB-IoT ou 5G, assegurando redundância, capacidade de failover e validação contínua da segurança. Para a Wireless Logic, esta transformação exige uma mudança de abordagem: a conectividade deixou de ser apenas o meio que mantém os dispositivos ligados e passou a ser uma camada essencial de segurança, resiliência e continuidade operacional. |