A Eco-Oil destaca boas práticas que aceleram a transição energética e reforçam o contributo da economia circular para a resiliência do setor
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A indústria portuguesa é um dos pilares do desenvolvimento económico e criação de valor para o país, no entanto, enfrenta hoje o desafio decisivo de conciliar a competitividade e o crescimento económico com a transição energética. Num contexto cada vez mais exigente em metas de descarbonização e com uma aposta mais estratégica das políticas nacionais e europeias na reindustrialização verde, torna-se essencial acelerar a adoção de soluções que sejam capazes de aumentar a eficiência dos processos e valorizar recursos nacionais na indústria enquanto permitem, simultaneamente, a redução de emissões. Para Nuno Matos, Diretor-Geral da Eco-Oil, a descarbonização da indústria exige “soluções verdadeiramente inovadoras e circulares, que promovam uma utilização mais inteligente dos recursos já disponíveis. É um processo gradual onde a valorização de resíduos e a produção de moléculas descarbonizadas para substituir fontes fósseis podem desempenhar um papel determinante”. “Na Eco-Oil, a inovação sustentável é parte do nosso ADN. Através de processos circulares avançados, tratamos e valorizamos os resíduos provenientes da lavagem dos navios-tanque, convertendo-os num combustível 100% reciclado e reintroduzindo-os na cadeia de valor da indústria. Desta forma, contribuímos para a descarbonização do setor, para a redução da dependência de recursos fósseis e para uma economia mais eficiente, resiliente e circular”, afirma. A partir da sua experiência na valorização de resíduos para produção de combustível sustentável, a Eco-Oil identifica três tendências que permitem acelerar a descarbonização e, simultaneamente, reforçar a competitividade da indústria:
1 | Cadeias de abastecimento locais enquanto ativo estratégico da indústriaA crescente instabilidade geopolítica e a volatilidade dos mercados internacionais vieram reforçar a importância de apostar em cadeias de abastecimento mais resilientes, diversificadas e locais. Soluções desenvolvidas em território nacional, tornam-se, por isso, um ativo estratégico para a indústria, não só por reduzir a dependência externa, mas também por diminuir as emissões associadas ao transporte e criar valor económico para o país. No setor energético, por exemplo, já existem soluções capazes de responder às necessidades da indústria e que são produzidas a nível nacional, como é o caso de combustíveis de carbono reciclado, que permitem reduzir emissões sem comprometer a eficiência e a rentabilidade dos processos produtivos.
2 | Resíduos enquanto matéria-prima da indústria e não parte de um problemaUm dos princípios da economia circular consiste precisamente em prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir, desta forma, o desperdício associado à atividade. Em Portugal, a taxa de circularidade continua muito baixa, com apenas 2,8% dos recursos a provirem de fontes secundárias. Os restantes recursos são utilizados apenas uma vez e provêm de matérias-primas virgens. No entanto, muitos resíduos que anteriormente eram descartados podem hoje ser valorizados e transformados em novos produtos, matérias-primas ou combustíveis, através de tecnologias que promovem uma utilização mais eficiente dos recursos e apoiam a descarbonização da indústria. Do papel à energia, passando também pelo setor têxtil, pelos plásticos e até pela construção, são já vários os exemplos nacionais que demonstram como a valorização de resíduos pode dar origem a novos produtos e matérias-primas.
3 | Mais do que criar, otimizar enquanto ferramenta de inovaçãoA transição energética exige inovação, mas essa inovação nem sempre resulta da criação de novas soluções. Num contexto em que grande parte da indústria portuguesa opera com ativos maduros, a otimização de processos, a recuperação energética e a valorização de resíduos podem gerar ganhos ambientais e económicos mais rápidos que a substituição integral da infraestrutura existente. A capacidade de maximizar este potencial será um dos principais fatores para acelerar a sustentabilidade e promover uma economia mais competitiva e circular. Neste processo, a ligação entre a indústria e a academia assume, cada vez mais, um papel relevante. A colaboração entre estes dois intervenientes permite testar novas soluções em contextos reais, mas também permite acelerar a transferência de conhecimento e identificar oportunidades para otimizar processos, recorrendo ao conhecimento científico já produzido. Transformar investigação em inovação com aplicação prática é o que permitirá uma transição energética mais rápida e eficiente. A inovação sustentável e local será um dos principais motores da competitividade industrial nas próximas décadas. A Eco-Oil reafirma o seu compromisso em contribuir para esta transformação ao promover soluções que promovam a economia circular. |