O financiamento de €30 milhões permitirá a criação de uma infraestrutura de investigação de referência europeia, com impacto a longo prazo na ciência, na área da saúde sustentável.
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A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT, em parceria com a Leiden University e o Leiden University Medical Center (Países Baixos), vai liderar a criação do NOVA Institute for a Sustainable Future (NOVA_i4SF), um Centro de Excelência (CoE) em Saúde Humana e Ambiental para um Futuro Sustentável. Trata-se de um projeto estruturante, com um investimento global de cerca de 30 milhões de euros, por parte da Comissão Europeia e do Estado Português, que posiciona Portugal na linha da frente da inovação europeia na área da saúde sustentável. O NOVA_i4SF surge como uma resposta direta a um dos desafios mais emergentes da atualidade: o impacto ambiental dos medicamentos. Substâncias farmacêuticas são hoje detetadas de forma generalizada na água, nos solos e nos sistemas alimentares, com efeitos crescentes nos ecossistemas e na saúde pública. Apesar do reconhecimento político deste problema ao nível europeu, continua a existir uma lacuna estrutural: a ausência de abordagens integradas que incorporem a sustentabilidade desde as fases iniciais de desenvolvimento dos fármacos. “O NOVA_i4SF representa um passo estrutural na forma como abordamos o desenvolvimento de medicamentos. Ao integrar critérios de sustentabilidade desde as fases iniciais de investigação, este Centro de Excelência permitirá reduzir o impacto ambiental dos fármacos sem comprometer a sua eficácia. Este projeto posiciona Portugal de forma clara no contexto europeu, contribuindo para uma abordagem mais integrada e responsável no setor farmacêutico.” afirma Eurico Cabrita, Subdiretor para a Inovação e Investigação da NOVA FCT. “Esta distinção reconhece a excelência científica da NOVA FCT e dos seus parceiros internacionais e nacionais. O projeto contribuirá ainda para a transformação estrutural do sistema científico e de inovação nacional, promovendo uma maior integração entre ciência, indústria e políticas públicas”, reforça José Júlio Alferes, Diretor da NOVA FCT. |