A tecnologia da empresa permite conectar sistemas de previsão e deteção às plataformas de emergência para apoiar a prevenção e resolução de situações de incêndio
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Portugal continua a enfrentar um risco elevado de incêndios florestais. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em 2025 arderam 270.695 hectares no país, reforçando a necessidade de investir em soluções que permitam detetar focos de incêndio de forma precoce e apoiar uma resposta mais rápida e eficaz. A pensar neste desafio, a Axis Communications desenvolve soluções de videovigilância inteligentes que ajudam a reforçar a prevenção, a deteção precoce e a resposta aos incêndios florestais. Combinando câmaras de elevada resolução, analítica baseada em Inteligência Artificial (IA) e sensores térmicos, estas soluções são capazes de identificar sinais como fumo ou anomalias de temperatura numa fase inicial, permitindo gerar alertas antes de o incêndio atingir proporções maiores. Para além da deteção, a tecnologia da Axis permite integrar esta informação em plataformas de gestão de emergências e centros de coordenação. Na prática, as câmaras podem transmitir automaticamente dados em tempo real, incluindo a localização do foco de incêndio e imagens do local, contribuindo para uma tomada de decisão mais rápida e informada por parte das equipas de resposta. Ao mesmo tempo, as câmaras PTZ (Pan-Tilt-Zoom) possibilitam a monitorização contínua de grandes áreas florestais e o acompanhamento da evolução dos incêndios à distância, permitindo ampliar automaticamente zonas críticas e reforçar a consciência situacional dos operacionais. Desta forma, a tecnologia torna-se um importante aliado na proteção de pessoas, infraestruturas e ecossistemas, apoiando uma resposta mais eficaz perante um dos maiores desafios ambientais da atualidade. Na prática, isto significa que uma câmara capaz de detetar fumo ou uma anomalia térmica não se limita a emitir um alerta. Pode também transmitir automaticamente essa informação, incluindo dados de localização e contexto, para a plataforma de gestão de emergências utilizada pelas equipas de combate aos incêndios, permitindo uma resposta mais rápida e coordenada.
O papel da Inteligência ArtificialA IA tem vindo igualmente a desempenhar um papel decisivo na evolução da videovigilância florestal, sobretudo ao nível da fiabilidade da deteção. Um dos principais desafios destes sistemas passa por distinguir um incêndio de fenómenos como nevoeiro, nuvens, fumo industrial ou reflexos provocados pelo calor. Para responder a este desafio, os modelos de IA são continuamente treinados com as imagens captadas pelas câmaras, aperfeiçoando a identificação de situações reais de risco e reduzindo significativamente a ocorrência de falsos alertas. Neste processo, a qualidade de imagem das câmaras da Axis assume um papel determinante, assegurando dados consistentes ao longo do tempo e permitindo que os modelos de IA continuem a evoluir e a melhorar o seu desempenho. Esta capacidade é já aplicada em diferentes projetos desenvolvidos pela Axis Communications. Por exemplo, em Espanha, na Galiza, as câmaras da empresa são capazes de se orientar automaticamente para zonas onde são registadas trovoadas ou descargas elétricas – uma das principais causas de incêndios florestais –, permitindo reforçar a vigilância em áreas de maior risco, antes mesmo de existirem indícios visíveis de fogo. “No combate aos incêndios, a verdadeira diferença não está apenas na capacidade de detetar o fogo, mas também em garantir que essa informação chega rapidamente a quem toma decisões e atua no terreno. Para isso, é essencial assegurar uma integração eficiente entre os sistemas de videovigilância, os centros de coordenação, as plataformas de gestão e os protocolos de emergência,” comenta Ricardo Pereira, Territory Sales Manager Portugal da Axis Communications. "A IA veio acrescentar uma nova dimensão à videovigilância florestal. Hoje, não basta detetar um potencial incêndio; é essencial garantir que a informação é fiável e chega rapidamente às equipas responsáveis pela gestão da ocorrência. É precisamente esta combinação entre analítica inteligente, qualidade de imagem e integração com os sistemas de emergência que permite apoiar uma resposta mais rápida e eficaz." |