SMART CITIES
Smart cities 2017: onde estamos e para onde vamos

Smart cities 2017: onde estamos e para onde vamos

Projetos, produtos, inovações— o que o último ano trouxe à tecnologia smart, e o que a tecnologia smart nos trouxe a nós. Conheça as previsões até 2020.

De acordo com a Gartner, as Smart Cities irão alojar 9.7 milhões de dispositivos IoT em 2020, com mais fabricantes que nunca a explorar novas oportunidades de negócio em desenvolvimento de Smart Cities, segurança privada, e cuidados de saúde.

À medida que o negócio floresce, as companhias e agências de desenvolvimento urbano têm vindo a investir cada vez mais no conceito de Smart City.

Uma variedade de desenvolvimentos importantes tiveram lugar neste espaço em 2016. Notavelmente, muitas cidades começaram a oferecer incentivos e esquemas para promover Smart Cities, como é o caso de Louisville, EUA, a tomar uma abordagem prática ao planeamento de cidade ao encorajar cientistas civis a recolherem, analisarem, e auxiliarem na coleta de dados em toda a cidade. Os dados são então utilizados para lidar com assuntos locais como a criação de mais espaços verdes e a melhoria da habitação em apartamentos.

A Oracle oferece uma plataforma Smart City para planeadores urbanos que tencionam tomar vantagem da IoT, mobilidade e Smart Lighting, e este ano estabeleceu uma parceria com o estado indiano de Mahrashtra para testar novos serviços government-to-citizen (G2C) e government-to-business (G2B) em Mumbai.

Adicionalmente, o governo australiano implementou a organização sem fins lucrativos Hypercat Australia para promover o uso de sensores e optimizar standards de comunicação em Smart Cities.

Em novembro, A Hewlett-Packard Enterprise tornou-se a maior companhia a lançar uma plataforma de rede virtual para conetar aplicações e sensores mobile e IoT utilizados em Smart Cities—uma jogada inteligente considerando que tudo desde pequenos negócios a agências governamentais de segurança estão a considerar o uso de soluções smart City para tomar partido da IoT e melhorar infraestrutura das cidades.

Evidentemente, o consumo e eficiência energéticos são um tema alto no espaço das Smart Cities. Dispositivos IoT como smart contadores de energia e termóstatos inteligentes estão a ganhar popularidade no uso doméstico, enquanto as companhias utilizam dados machine-to-machine para monitorizar as transações de energia e aumentar os seus níveis de eficiência, e governos e empresas colaboram em projetos de desenvolvimento de novos sistemas de gestão de energia.

No que toca a iluminação, este ano a Verizon adquiriu a startup Sensity, empresa que implementa sistemas de iluminação conectados para Smart Cities.

Projetos Smart City em transportes são também dignos de nota no resumo deste ano, com carros de condução automática a serem testados em áreas como Victoria (Austrália) e (Reino Unido), e o algo famoso autocarro-túnel elétrico em teste na China.

A ideia de transportes públicos on-demand chamou também a atenção do governo de New South Wales, Austrália, que procura agora parceiros na indústria para testar esquemas piloto.

O serviço de correios dos Estados Unidos, está a considerar equipar a sua frota com sensores de forma a torna-la nos olhos e ouvidos das Smart Cities. Como as carrinhas dos correios viajam através das cidades todos os dias, estes veículos poderiam atuar como coletores móveis de dados capazes de monitorizar áreas urbanas para detetar problemas infraestruturais e buracos na estrada. Não só poderiam os dados ser comunicados rapidamente às entidades adequadas, mas os correios iriam desfrutar de uma fonte adicional de receitas ao longo de vários anos.

Tecnologias smart estão também a ser aplicadas no combate ao crime. Shotspotter está a ser lançado em cidades nos estados unidos para monitorizar o uso de armas de fogo em áreas urbanas e enviar ação policial o mais rapidamente possível.

A conectividade é um grande elemento em qualquer Smart City, mas este ano a expansão de banda larga de alta velocidade e outros serviços destinados a oferecer acesso à internet aos cidadãos têm vindo a enfrentar alguns desafios. A Google, por exemplo, interrompeu a expansão da sua rede de alta velocidade Google Fiber devido à demissão do Ceo Craig Barratt, e o uso dos aclamados quiosques de WiFi de nova York foi restrito devido à reprodução de pornografia e outros comportamentos disruptivos.

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