Na sua apresentação no Portugal Renewable Energy Summit, a Ministra do Ambiente e Energia esclarece que muitas das debilidades apontadas no relatório sobre o apagão não se aplicam a Portugal
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O último dia do Portugal Renewable Energy Summit (PRES2025) foi dedicado a questões cruciais para o futuro do setor, como a biodiversidade e a aceitação social dos projetos, a aplicação prática da legislação em vigor e a descarbonização dos consumos de energia. Em destaque estiveram também os debates sobre o cumprimento das metas de capacidade em Portugal e o papel da diplomacia económica na atração de investimento e no aumento do consumo de energia limpa. No painel sobre legislação do setor, os oradores apontaram a dificuldade de Portugal em tomar decisões políticas que acelerem os projetos de renováveis. Foram também levantadas críticas às alterações ao IMI, que podem aumentar a litigância, e à burocracia excessiva, defendendo-se a simplificação do regime. Destacou-se ainda que medidas como a Contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) poderiam ser facilmente eliminadas pelo governo. No evento, a Ministra do Ambiente e Energia destacou que Portugal está a percorrer de forma consistente o caminho da descarbonização, sendo já o 4.º país da União Europeia com maior incorporação de renováveis. Anunciou ainda a aprovação de um novo decreto-lei que traz maior previsibilidade, simplifica os pedidos de ligação à rede, facilita a criação de zonas de maior procura e clarifica os procedimentos de investimento. Relativamente ao recente relatório a Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E) sobre o apagão, a Ministra sublinhou que a origem do incidente ocorreu em Espanha, tendo o controlo de tensão em Portugal funcionado de forma eficaz, não se aplicando ao nosso país muitas das debilidades identificadas no relatório.
Outros destaques do último dia de conferência:
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