Os dados constam do Sustainability Progress Report 2026, publicado pelo International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), que acompanha a evolução dos principais indicadores de sustentabilidade do setor a nível internacional.
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O setor florestal e dos produtos de base florestal tem vindo a acelerar a sua transformação rumo a uma economia de baixo carbono, com reduções significativas na intensidade das emissões, maior utilização de fontes de energia renováveis e progressos na reciclagem de papel e cartão. Entre os resultados destacados pelo relatório está a redução de 29% na intensidade das emissões de gases com efeito de estufa, face à referência de 2004/2005. No mesmo período, a utilização de biomassa e outros combustíveis renováveis para satisfazer as necessidades energéticas das fábricas aumentou para 66%. O relatório evidencia também a evolução na gestão responsável dos recursos florestais: 51% da fibra de madeira adquirida pelo setor provém atualmente de florestas com certificação de gestão sustentável, mais 39 pontos percentuais do que em 2000.
Mais circularidade, menos emissõesA circularidade dos materiais constitui outra das áreas onde o setor apresenta uma evolução relevante. 62% do papel e cartão consumidos globalmente são utilizados pelos produtores na fabricação de novos produtos, representando um aumento de 15 pontos percentuais na taxa global de reciclagem desde 2000. O desempenho ambiental é acompanhado por melhorias noutros indicadores. A intensidade das emissões de dióxido de enxofre provenientes de fontes de combustão nas instalações diminuiu 80,5%, enquanto a intensidade do consumo de água registou uma redução de 6,4% face aos respetivos anos de referência. Também na área da saúde e segurança no trabalho se verificou uma evolução positiva: a taxa global de incidentes registáveis diminuiu 31,6%, situando-se em 2,81 incidentes por cada 100 trabalhadores por ano. Sara Pereira, Diretora Geral da Biond, Associação das Bioindústrias de Base Florestal, afirma: “os resultados agora divulgados mostram que a transformação do setor não é uma ambição futura, está a acontecer através de investimento, inovação e melhoria contínua dos processos. Para Portugal, onde a floresta e a fileira florestal têm uma importância económica, ambiental e social incontornável, estes avanços reforçam a necessidade de continuar a apostar numa gestão ativa e responsável da floresta e numa indústria cada vez mais eficiente e circular”. O ICFPA representa atualmente 16 associações dos setores da pasta, papel, madeira e fibras, abrangendo 27 países e muitos dos principais produtores mundiais. |