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UPS entra na corrida para as entregas por drone

UPS entra na corrida para as entregas por drone

O recente lançamento da UPS Flight Forward marca o mais recente movimento na batalha entre a UPS, a Amazon e a Alphabet pela liderança no mercado emergente de entregas por drone

A UPS revelou recentemente a sua nova subdivisão de entrega por drones, a UPS Flight Forward, tendo-se candidatado às certificações da Federal Aviation Administration (FAA) necessárias para expandir o negócio.

Segundo a UPS, a Flight Forward poderá vir a receber certificação para múltiplos drones e pilotos ainda este ano, com o potencial de se tornar a primeira empresa a conseguir esta aprovação.

Segundo Bala Ganesh, vice-presidente do Advanced Technology Group da UPS, a Flight Forward vai "construir as fundações para um negócio sustentável de drones".

A empresa planeia também incorporar um projeto prévio em parceira com a Matternet na Flight Forward. A UPS e a Matternet operam cinco a 10 voos diários de drones que transportam amostras de sangue e tecidos do campus da WakeMed Health & Hospitals em Raleigh, Carolina do Norte, para o seu laboratório nas imediações.

Ganesh não revelou as receitas geradas pelo projeto, mas a UPS planeia expandir o serviço a outros hospitais. Nesse contexto, a Flight Forward está a abordar organizações de cuidados de saúde como parte da estratégia da UPS para usar o lucro de entregas altamente especializadas para compensar a compressão de margem do boom de entregas residenciais de e-commerce.

Reggie Govan, que foi consultor na FAA durante o mandato de Obama, refere que ainda existem obstáculos significativos a ser ultrapassados antes se poder haver uma hoste de drones a entregar encomendas nos Estados Unidos. É necessária “uma framework tecnológica e legislativa mais robusta do que a que existe atualmente, incluindo uma regulação por parte de governos estatais e locais mais direta do que a FAA ou a indústria têm consciência de momento”.

Já a Alphabet Wing ganhou vantagem sobre a concorrência no início do ano, quando se tornou a primeira empresa a obter a licença para transporte aéreo operado por um único piloto.

A Amazon, por seu lado, anunciou que começou a produzir drones totalmente elétricos em junho, e que tem “inúmeras certificações experimentais” para testar os seus sistemas.

A UPS, a Wing e a Amazon Prime Air encontram-se entre as entidades públicas e privadas representadas no Drone Advisory Committee da FAA.

 

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