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Indústria europeia tem dificuldade em tirar partido das fábricas inteligentes

Indústria europeia tem dificuldade em tirar partido das fábricas inteligentes

Segundo um estudo recente da Fujitsu, até ao momento, menos de um terço da indústria europeia conseguiu usar dados das fábricas inteligentes na tomada de decisões de negócios

Duas em cada três indústrias na Europa estão a perder a oportunidade de utilizar os conhecimentos gerados pelas fábricas inteligentes para melhorar a tomada de decisões, revelam os resultados de um novo estudo publicado hoje pela Fujitsu. Apesar de existir um amplo consenso acerca do retorno sobre o investimento devido ao uso de tecnologia de fábrica inteligente, a maioria dos fabricantes ainda não usufrui dos seus múltiplos benefícios.

Os resultados de um inquérito realizado para a Fujitsu pela teknowlogy|PAC, uma organização europeia de pesquisa em tecnologia, confirmam que a maioria das indústrias ainda está nos estágios iniciais da transformação digital. Com o setor da produção/manufatura a atravessar uma crise económica, a manufatura inteligente pode impulsionar o crescimento – com 97% dos fabricantes que implementaram a tecnologia a relatarem resultados positivos em três anos.

Da Internet das Coisas e da computação na cloud à inteligência artificial, as tecnologias de fábrica inteligente ajudam, por exemplo, a aumentar a eficiência e a rentabilidade, permitindo uma eficiente personalização massiva de produtos e usando a manutenção preditiva para reduzir o tempo de inatividade não planeado.

Johan Carstens, CTO Manufacturing and Automotive da Fujitsu para a Região da Europa do Norte e Ocidental, comenta que “a grande maioria dos fabricantes está a desperdiçar os conhecimentos úteis proporcionados pela tecnologia de fábrica inteligente. Apenas 28% usam essa inteligência para apoiar a tomada de decisões empresariais, embora outros 29% esperem começar a fazê-lo dentro de três anos. A nossa interpretação é que a revolução na manufatura digital está iminente, mas tem sido travada pelos custos, complexidade e falta de capacidade de analisar os dados”.

Apesar da baixa adoção generalizada, há um claro reconhecimento no setor da indústria do potencial das tecnologias de fábrica inteligente. Quase dois terços (63%) das empresas planeiam reforçar os investimentos nos próximos três anos, e apenas uma em cada 50 empresas prevê reduzir o seu orçamento nessa área.

Os projetos de fábricas inteligentes ainda estão numa fase muito precoce: 37% das empresas ainda está em fase de planeamento dos mesmos, um número semelhante (36%) está a executar projetos-piloto e 19% têm implementações concretas que facultam benefícios comerciais.

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