ENERGIAS
ACER, APREN e ENA unem esforços para promover a energia oceânica como tecnologia-chave na transição energética

ACER, APREN e ENA unem esforços para promover a energia oceânica como tecnologia-chave na transição energética

As associações europeias de energias renováveis ACER – Associação de Energias Renováveis das Ilhas Canárias e APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis, bem como a consultora ENA - Development Consultants, integram o projeto europeu Ocean Energy Forum Support, que tem como objetivo destacar a importância da energia oceânica entre as tecnologias que apoiam a transição para a neutralidade climática.

As associações europeias de energias renováveis ACER – Associação de Energias Renováveis das Ilhas Canárias e APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis, bem como a consultora ENA - Development Consultants, integram o projeto europeu Ocean Energy Forum Support, que tem como objetivo destacar a importância da energia oceânica entre as tecnologias que apoiam a transição para a neutralidade climática.

A energia oceânica, que inclui tecnologias como as ondas, as marés e outras fontes renováveis marinhas, oferece um recurso renovável que é endógeno, previsível e complementar às fontes variáveis. No entanto, para alcançar todo o seu potencial, é necessária uma visão comum e ação concertada.

Neste contexto, a ACER, a APREN e a ENA lançaram o Ocean Energy Forum Support (OEFS), um projeto do programa Horizonte Europa dedicado a reforçar e profissionalizar a rede de stakeholders envolvidos na energia oceânica na Europa.

O projeto reúne um consórcio com competências em energias renováveis, ferramentas digitais e envolvimento com decisores políticos, apoiando as atividades do Ocean Energy Forum nos próximos dois anos.

 

Objetivos do OEFS

  • O consórcio pretende elevar o Ocean Energy Forum de uma rede técnica ad hoc para uma parceria estruturada, orientada por dados e focada no impacto, capaz de fornecer informação fiável, coordenar prioridades e reforçar a visibilidade do setor em toda a Europa. O projeto irá:
  • Estabelecer um modelo de governação transparente, inclusivo e eficiente para o Ocean Energy Forum
  • Produzir pacotes de evidência robustos, comparáveis e atempados para apoiar ciclos de políticas europeias e nacionais
  • Alargar e aprofundar a participação ao longo da cadeia de valor e entre diferentes geografias
  • Reforçar a visibilidade, aceitação e bancabilidade das soluções de energia oceânica
  • Integrar princípios de transição justa, salvaguardas ambientais e planeamento de competências na estratégia do setor
  • Assegurar a continuidade e sustentabilidade do fórum e contribuir para o Espaço Europeu de Investigação

 

Reunião de arranque: visão e resultados

Organizada pelo parceiro coordenador, a ACER – Associação de Energias Renováveis das Ilhas Canárias, a reunião de arranque marcou um momento importante, reunindo o consórcio para definir uma visão estratégica comum.

Representantes de todas as organizações parceiras participaram ativamente nas discussões, estabelecendo as bases para a implementação do projeto. Durante a reunião, foram definidos os principais objetivos e resultados esperados, com forte enfoque no desenvolvimento da energia oceânica e no reforço do setor na Europa.

Os parceiros apresentaram ainda um enquadramento estratégico para a aplicação de ferramentas e metodologias relevantes, com vista a apoiar as atividades do projeto e reforçar o envolvimento de stakeholders em vários países.

As discussões abordaram igualmente ações colaborativas para maximizar o impacto do projeto, incluindo a criação de sinergias com outras iniciativas do Horizonte Europa. Adicionalmente, o consórcio analisou o enquadramento político europeu relevante e identificou áreas-chave onde o projeto poderá contribuir para o debate político e para o futuro da energia oceânica.

 

Próximos passos

O consórcio OEFS irá focar-se no reforço do envolvimento dos stakeholders e na promoção do diálogo ao longo do setor da energia oceânica, reunindo representantes da indústria, decisores políticos, autoridades públicas, operadores de sistemas energéticos, agências de energia e inovação/centros de competência, associações e grupos de interesse, organizações de investigação, PME e academia, através de eventos direcionados e atividades colaborativas.

Os primeiros resultados destes esforços de envolvimento deverão ser partilhados em breve, contribuindo para uma melhor compreensão das necessidades do setor e para o desenvolvimento de um ecossistema de energia oceânica mais coordenado e impactante na Europa.

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