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Carregamentos na rede MOBI.E crescem 33% e ultrapassam um milhão em setembro
CHUTTERSNAP (Unsplash)

Carregamentos na rede MOBI.E crescem 33% e ultrapassam um milhão em setembro

Utilização da rede pública cresceu 33% em termos homólogos, com mais de 24 mil MWh de energia consumida e 19 mil toneladas de CO₂ evitadas num só mês

A rede pública de carregamento ligada à MOBI.E ultrapassou, em setembro, a marca de um milhão de carregamentos num único mês, reforçando a trajetória de crescimento da mobilidade elétrica em Portugal. O número representa um aumento de 33% em comparação com setembro de 2025.

O crescimento da utilização da infraestrutura refletiu-se também na energia consumida, que superou os 24 mil MWh, registando um aumento de 40% face ao mesmo período do ano anterior.

Ao longo de setembro, a rede foi utilizada por mais de 250 mil utilizadores distintos, contabilizados através dos diferentes acessos efetuados por cartão ou aplicação. Este indicador aumentou 91% em termos homólogos, evidenciando o crescimento da adesão à mobilidade elétrica e uma utilização cada vez mais regular da rede pública.

A maior procura tem sido acompanhada pela expansão da infraestrutura de carregamento. No final de setembro, a rede ligada à MOBI.E integrava 8.374 postos de carregamento, que correspondiam a cerca de 16.300 pontos de carregamento distribuídos pelo território nacional.

Paralelamente, tem vindo a aumentar a disponibilidade de soluções que permitem carregamentos mais rápidos. A 30 de setembro, mais de 3.300 postos dispunham de carregamento rápido ou ultrarrápido, o equivalente a cerca de 40,2% da infraestrutura existente. O reforço deste tipo de equipamentos permite diminuir os tempos de carregamento e aumentar a conveniência para quem utiliza veículos elétricos.

O crescimento da rede e da sua utilização traduz-se igualmente num impacto ambiental relevante. Apenas durante o mês de setembro, os carregamentos efetuados permitiram evitar a emissão de mais de 19 mil toneladas de CO₂.

Esta redução de emissões corresponde, aproximadamente, à capacidade anual de retenção de carbono de 323 mil árvores urbanas com 10 anos. O valor é ainda equivalente às emissões anuais de cerca de 4.003 habitantes ou ao consumo de mais de 7,3 milhões de litros de gasóleo.

Considerando os primeiros nove meses do ano, o impacto é ainda mais expressivo. Entre janeiro e setembro, a utilização da rede permitiu evitar mais de 160 mil toneladas de CO₂. Para absorver uma quantidade equivalente de dióxido de carbono seriam necessárias mais de 2,6 milhões de árvores com 10 anos em ambiente urbano.

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