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Um ciberataque à IoT pode paralisar toda a operação de uma empresa
JJ Ying

Um ciberataque à IoT pode paralisar toda a operação de uma empresa

No Mês de Consciencialização para a Cibersegurança, a Wireless Logic alerta para a importância de proteger os dispositivos conectados e preparar as organizações para responder a incidentes sem comprometer a continuidade do negócio.

Num contexto em que os dispositivos ligados à Internet das Coisas (IoT) asseguram funções críticas em diferentes setores, a cibersegurança assume um papel cada vez mais crucial no que diz respeito à continuidade das operações empresariais. No âmbito do Mês de Consciencialização para a Cibersegurança, assinalado em outubro, a Wireless Logic, líder global em soluções de conectividade IoT, defende uma abordagem que combine prevenção, deteção e resposta a incidentes, permitindo às empresas limitar o impacto das ameaças e reduzir o risco de interrupções operacionais.

Na indústria, na energia ou na saúde, um dispositivo comprometido pode afetar processos que dependem da disponibilidade e fiabilidade dos sistemas conectados. Aproteção exige, por isso, uma visão integrada da segurança, que abranja a identidade dos dispositivos, a autenticação, a monitorização e a capacidade de resposta. A utilização crescente de Inteligência Artificial (IA) por parte de cibercriminosos torna ainda mais determinante a capacidade das organizações para prevenir, detetar e gerir incidentes de forma eficaz. O cumprimento das exigências regulamentares é importante, mas não garante, por si só, que uma organização consiga detetar uma intrusão, conter a ameaça e preservar o funcionamento dos seus sistemas.

"As organizações têm de mudar a sua mentalidade, passando de ‘se’ ocorrerá um ciberataque para ‘quando’ ocorrerá. Neste Mês de Consciencialização para a Cibersegurança, temos de reconhecer que a IoT precisa de resiliência incorporada em todas as fases”, afirma Iain Davidson, Head of Product Marketing da Wireless Logic. "Embora boas práticas de segurança ajudem a prevenir ciberataques, a resiliência incorporada na conceção é o melhor hábito a longo prazo, garantindo a fiabilidade, a disponibilidade e a conformidade do sistema antes que algo possa correr mal."

O responsável sublinha ainda que a segurança não deve ser adicionada tardiamente a projetos de IoT. “A IA está a tornar o cibercrime mais rápido e fácil de escalar, e a regulação está a evoluir para responder a estas novas ameaças. No entanto, a conformidade regulamentar não é uma solução completa, a resiliência exige olhar para além dela, para a forma como as brechas são detetadas e contidas em todo o sistema”, acrescenta Iain Davidson. “À medida que as implementações de IoT se expandem pelas infraestruturas críticas, as organizações têm de incorporar visibilidade contínua sobre todos os ativos, implementar planos de resposta a incidentes multi-fornecedor e desenhar soluções com a resiliência como prioridade, para evitar paragens dispendiosas e prejudiciais.”

Para as empresas, esta preparação implica traduzir a estratégia de cibersegurança em procedimentos concretos, com responsabilidades definidas e capacidade de reação perante um incidente. "A cibersegurança IoT deve ser pensada a partir das consequências que um incidente pode ter para a atividade da empresa. Saber que dispositivos estão ligados, garantir que apenas os equipamentos e sistemas autorizados acedem à rede e ter procedimentos claros para responder a uma anomalia são passos essenciais para reduzir o risco operacional. Quando a conectividade suporta processos críticos, a capacidade de reagir de forma rápida e coordenada pode fazer a diferença entre um incidente circunscrito e uma interrupção com consequências mais amplas", salienta Afonso Freitas, Business Development Principal Manager Iberia da Wireless Logic.

Para a Wireless Logic, integrar a cibersegurança na estratégia de IoT implica, assim, combinar medidas de proteção com visibilidade sobre os dispositivos e capacidade de resposta ao longo da operação. Num ambiente empresarial cada vez mais conectado, antecipar ameaças e preparar a gestão de incidentes é fundamental para proteger os sistemas, limitar interrupções e salvaguardar a continuidade do negócio.

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