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Pandemia acelera transição energética das frotas empresarias

Pandemia acelera transição energética das frotas empresarias

O relatório Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2021 indica que os gestores das empresas portuguesas antecipam uma aceleração significativa na transição energética das suas frotas nos próximos 3 anos, sendo esperado que 76% das empresas portuguesas já utilizem novas tecnologias de mobilidade no final desse período , acima das estimativas da média europeia

Os gestores das empresas portuguesas antecipam uma aceleração significativa na transição energética das suas frotas nos próximos 3 anos. Esta é mais uma das conclusões do Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2021, estudo realizado pelo Arval Mobility Observatory em colaboração com os especialistas da Kantar. Dados recolhidos de entrevistas por telefone com gestores de 5197 empresas de 20 países, das quais 250 em Portugal com informação local obtida entre os dias 5 de novembro e 21 de dezembro de 2020.

No início de 2021 apenas 28% das empresas nacionais utilizam viaturas com novas tecnologias, bem atrás da média europeia que é de 42%. A estimativa para os próximos 3 anos é que 76% de empresas portuguesas já utilizem novas tecnologias, uma forte tendência de crescimento que ultrapassa as estimativas da média europeia (73%).

Reduzir o impacto ambiental é a razão mais assinalada entre as empresas europeias e particularmente, por cerca de 70% dos gestores nacionais que pretendem iniciar ou já iniciaram a transição energética nas suas frotas. A redução de custos com combustível é outro fator de decisão identificado por mais de 60% das empresas, assim como, o acesso a incentivos fiscais que é assinalado por mais de 50% dos gestores. Mais de 45% dos gestores nacionais veem esta mudança como forma de melhorarem a imagem da empresa e pelo cumprimento das suas políticas de responsabilidade social e sublinha-se que mais de 42% antecipa uma preocupação com acesso a zonas de emissões reduzidas ou de circulação restrita.

No mercado nacional, 22% das empresas já têm instalados carregadores elétricos para as suas viaturas e 71% dos gestores nacionais responde que já tem ou que considera instalar carregadores nas suas empresas ainda em 2021.

Entre as empresas que utilizam viaturas com carregamento elétrico (100% elétrico e plug-in) 52% ainda não têm carregadores nas suas instalações. No entanto, 27% preveem a sua instalação nos próximos 12 meses.

Das empresas que já têm carregamento elétrico próprio 27% assume custo de utilização para os condutores.

As empresas portuguesas que ainda não utilizam viaturas 100% elétricas, apontam os seguintes fatores como constrangimento ao uso destes modelos: 49% indicam a escassez de pontos de carregamento público; 25%, a impossibilidade de carregamento no escritório; 21% a falta de carregamento em casa do colaborador. Ainda, o facto de o preço de compra das viaturas ser mais alto do que o de uma viatura a combustão interna é também apontado por 49% dos gestores como uma das limitações que têm afastado as empresas à utilização destas viaturas.

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