SMART CITIES
As tendências para cidades inteligentes do futuro

As tendências para cidades inteligentes do futuro

Os analistas da ABI Research identificaram 35 tendências que acreditam que vão moldar o mercado da tecnologia e levar as cidades a desenvolver avançadas estratégias urbanas durante os próximos anos

Em 2020, os conceitos de digital twins, urban modelling, resiliência, circulação, espaços urbanos inteligentes e micro-mobilidade e micro-trânsito elétrico irão definir o caráter das cidades inteligentes do futuro, segundo um novo estudo.

Neste estudo são apresentadas 54 tendências de tecnologia que irão ser observadas em 2020. Das tendências apresentadas, 35 marcam o mercado de tecnologia nos próximos 12 meses; os outros 19, apesar de atrairem grandes especulações e comentários, apresentam resultados menos promissores.

Agenda urbana

De acordo com a empresa de consultoria do mercado de tecnologia, estas tendências de mercado serão integradas numa “agenda e estratégia urbana abrangente” que define o caráter das cidades inteligentes do futuro.

"A adoção da micro-mobilidade na forma de partilha de bicicletas elétricas, scooters e motociclos, reduz significativamente a poluição do ar e o congestionamento do trânsito - os dois maiores problemas que as cidades enfrentam atualmente", explica Dominique Bonte, vice-presidente de cidades inteligentes e espaços inteligentes da ABI Research.

Esta situação representa uma solução de curto prazo antes da ampla adoção da partilha de veículos com motorista elétrico até 2030. No entanto, é necessário que o governo de cada cidade reorganize o espaço público para acomodar estes novos modos de mobilidade inteligente, alerta o relatório.

O relatório conclui que questões mais amplas de segurança e sustentabilidade estão a começar a ser abordadas de maneira mais estrutural e responsável, fruto da resiliência (prontidão e capacidade de resposta) e de uma abordagem baseada em conceitos de economia circular (autossuficiência de recursos e maximização da reciclagem).

Finalmente, os conceitos de digital twins e urban modelling mais amplos fornecem um ambiente fértil para a adoção, em massa, de tecnologias básicas de conectividade da Internet, utilizando os modelos 3D estáticos que se tornam réplicas em tempo real dos espaços físicos das cidades, permitindo, por sua vez, uma melhoria na eficiência e na utilização de recursos, análise de cenários, design e manutenção preventiva e em tempo real”, acrescenta Bonte.

Clima económico

O relatório indica também que, num cenário com um clima económico contínuo e desafiador, as cidades darão mais ênfase ao ROI ou, no mínimo, acabam por otimizar os seus investimentos.

Isto, exigirá que os fornecedores utilizem informações detalhadas sobre o que as suas soluções podem alcançar em termos de economia de custos e benefícios tangíveis para os cidadãos e empresas através de ferramentas de consciencialização geral e quantitativa.

Mais concretamente, os fornecedores têm o desafio de adaptar os seus modelos de negócios às ofertas as-a-Service sem CapEx e, ao mesmo tempo, fornecer suporte financeiro, através das suas próprias divisões de financiamento ou capital de risco ou até indiretamente, ajudando a descobrir novos financiamentos, mecanismos e oportunidades.

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