SMART CITIES
Schneider: “É mentira que o mundo vai ser digital. Já é”

Schneider: “É mentira que o mundo vai ser digital. Já é”

Ao segundo dia do Portugal Smart Cities Summit, as colaborações entre empresas de tecnologia para a transformação digital foram assunto numa conferência que contou, entre outros, com o testemunho da Schneider Electric

João Rodrigues, General Manager Portugal da Schneider, começou pelas estatísticas: em 2050, 2/3 da população vão viver nas cidades, hoje 1/3 da população não tem acesso a energia e outro terço não tem acesso constante. A cada grau de aumento da temperatura no planeta, a produção de cereais desce em 5%.

O futuro não é animador, mas nem por isso João Rodrigues se considera “pessimista”. Também não é otimista, confessa, e diz antes ser “ativista” em prol de uma mudança necessária. “Precisamos de reduzir a metade o consumo de CO2” e “temos de ser três vezes mais eficientes” para garantir a sustentabilidade, garantiu o General Manager. E esta batalha “climática deve ser travada nas cidades”, principais consumidoras dos recursos.

O objetivo de passar de “silos” para mecanismos de integração, no contexto de soluções amigas do ambiente, foi prioridade na mensagem da Schneider, que pretende “co-criar o futuro” através de todos os players, desde Parceiros a clientes finais.

A ideia é, para João Rodrigues, “desafiarmo-nos mutuamente” no estabelecimento de metas sustentáveis, criando-se uma “única agenda” para as cidades, que assente na inteligência – a nível tecnológico e ambiental – e que tenha “subsistemas que colaboram entre si”. Para isto, é precisa “uma nova forma de pensar” a energia.

Assumindo que “é mentira que o mundo vai ser digital”, remetendo-se para uma ideia de futuro, João Rodrigues sublinha que se trata do presente e que o mundo “já é digital”.

O espaço urbano é outra preocupação da Schneider. O uso não rentável dos espaços é e será um problema num futuro próximo, enquanto a população citadina cresce a um ritmo acelerado. É imperativo “sensorizar os edifícios para aumentar a produtividade”, e a Schneider compromete-se a fazer a diferença. “Confiamos que somos capazes” de ajudar na demanda climática, reitera a empresa.

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