SMART CITIES
Sistemas inteligentes ajudam invisuais a navegar smart cities

Sistemas inteligentes ajudam invisuais a navegar smart cities

Municípios em todo o mundo estão a começar a implementar sistemas baseados em tecnologias como RFID para fornecer a pessoas invisuais informações que as ajudem a navegar cidades independentemente, desde a entrada de edifícios até assentos vagos em autocarros

Para pessoas não portadoras de deficiência, coisas como deslocarem-se para o trabalho, encontrarem-se com amigos e fazer compras costumam ser dadas por adquiridas. Para deficientes visuais, contudo, podem ser um sério desafio.

Uma tendência crescente nas smart cities são sistemas inteligentes que permitam que pessoas invisuais viver de forma mais independente, seja em ambientes fechados ou em espaços públicos.

Por exemplo, o sistema "Virtual Warsaw" utiliza uma rede de beacons Bluetooth para ajudar pessoas invisuais a deslocarem-se de forma independente na movimentada capital polaca. Estes pequenos transmissores de baixo custo podem fornecer às pessoas informações em tempo real sobre seus arredores através dos seus smartphones, incluindo a localização de entradas de edifícios, paragens ou até assentos vazios nos autocarros, onde fazer fila em edifícios municipais, etc.

Em 2018, Dubai levou a cabo um teste piloto de uma aplicação de iPhone que pode converter informações escritas em estações de metro em áudio, ajudando os utilizadores a navegar o caminho desde a entrada até bilheteira, cancela, plataforma e comboio corretos.

Existem várias formas de as cidades ajudarem as pessoas a navegar os espaços públicos. Simplesmente fornecer uma melhor conectividade para smartphones é um bom começo, por exemplo ao dotar edifícios de small cells 5G, em vez de depender de mastros tradicionais.

Isso permitiria que pessoas cegas fizessem melhor uso de aplicações pré-existentes, como o Seeing AI e o Blind Square, que podem descrever o meio envolvente ou fornecer instruções de áudio aos utilizadores.

No entanto, as smart cities podem ir mais longe com tecnologia pública. Por exemplo, poderiam fornecer pontos de informações automatizados com mapas tácteis ou sistemas de áudio que descrevam o ambiente circundante.

Da mesma forma, centros comerciais podem ser equipados com dispositivos de reconhecimento de produtos para permitir que os compradores comparem produtos nas lojas.

As cidades inteligentes revolucionarão a maneira como as pessoas vivem, se comunicam ou fazem compras, especialmente para pessoas com deficiência visual. Já começamos a testemunhar o surgimento de cidades inteligentes como o Dubai, Singapura, Nova York e Varsóvia. No entanto, a área das smart cities ainda está na sua infância, motivo pelo qual a União Europeia está a investir mil milhões de euros no apoio a projetos em cerca de 300 cidades.

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